Um governo que institui um ato constrário à sua carta magna, não pode ser chamado jamais de brando. Alguém que mata amparado pela lei todos aqueles que são contrários ao sistema, ao governo, ao estado. Alguém que exila formadores de opinião, por não formarem a opinião que o governo é bom. Alguém que desintegra famílias, que tortura por prazer e que jamais deu às caras, por puro medo, por ser covarde e temer o poder da população. Alguém que se dizia o Estado mas era somente um fantoche de um Estado maior. Alguém que age por meios obscuros. Alguém que espera que um país melhor seja feito com a morte dos que querem um país, realmente, melhor jamais pode ser chamado de brando. Enfim, quando há mortes não há amabilidade, quando há torturas não há cordialidade, é tudo intratável, duro e violento. Só quem vende a alma pode achar prazer nisso.
Isso é tudo que eu tenho à dizer ao cidadão da Folha de São Paulo.
Até amanhã
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